Educação Estética Entre Talentos, Pobreza Educacional e Ficção Meritocrática
DOI:
https://doi.org/10.7346/-feis-XXIII-01-25_4Palavras-chave:
Educação Estética, Talento, Pobreza Educacional, Meritocracia, Dispositivo EducacionalResumo
A aceleração contemporânea dos processos de mudança do conhecimento gera oportunidades, mas ao mesmo tempo também compromete o ideal de equidade no acesso à educação (Ellerani, 2020). Nesse contexto, o paradigma meritocrático neoliberal é inadequado: define talentos como o resultado de dons inatos e sucesso individual, obscurecendo as desigualdades estruturais e promovendo modelos competitivos excludentes. Nesse quadro, a pobreza educacional é lida como uma privação de experiências formativas para o desenvolvimento e surgimento de talentos (Patera, 2022). A contribuição, por outro lado, interpreta o talento como uma construção relacional que surge da interação entre predisposições individuais, contextos educacionais e oportunidades sociais (Margiotta, 2018a). Da reflexão, emerge como a educação estética representa uma oportunidade para combater essas desigualdades: através de práticas expressivas e reflexivas, permite a integração de criatividade, pensamento crítico e participação ativa, abrindo espaços para a valorização das diferenças e a transformação das narrativas dominantes (Dewey, 1934; De Bartolomeis, 2003; Dallari, 2023).
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